A história Presente

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História na veia

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Brasil e Bahia regionalizados

Princípios básicos
Licenciatura: Panorâmico - material didático (história do Brasil) Jobson Arruda.
Exemplo: levantamento de temas, tratados, ensino: fazer proposta de reaprendizado.
                                                                         ↑↓
                                                                     pesquisa
Bacharelado: tema especifico: Pólo Petroquímico

ANPHU - Expectativas de vida:
   60                                80                                       2010                                     2030
39-41                          49 – 51                                 70 -72
Cultura: os valores não são linearmente tradicionais, eles são construídos socialmente, não pode haver a desqualificação de instrumentos de analise. Os costumes não são normativos, são valores que se formam com o tempo e a pratica. A economia capitalista transformou o tempo literalmente em dinheiro, a construção de representações pode ser trabalhada quantitativamente.

EXATAS = HISTÓRICO
CNTP Dx   
USINA DE ANGRA
São Paulo                           Angra                              Rio de Janeiro
                                       População                                                                        população
Área de atuação da usina

Maquiavél separou o direito canônico do direto civil, o príncipe esta subordinado ao direito civil. 


Thomé de Souza chega aqui em 1550 e funda o Estado brasileiro, nos EUA, as 13 colônias foram fundadas com legislação própria.



MAPA DA AMERICA LATINA

A América do Sul é um continente ou subcontinente que compreende a porção meridional da América. Sua extensão é de 17.819.100 km², abrangendo 12% da superfície terrestre e 6% da população mundial. Une-se à América Central, ao norte, pelo istmo do Panamá e separa-se da Antártica pelo estreito de Drake. Tem uma extensão de 7.500 km desde o mar do Caribe até o cabo Horn, ponto extremo sul do continente. Os outros pontos extremos da América do Sul são: ao norte a Punta Gallinas, na Colômbia, ao leste a Ponta do Seixas, no Brasil, e a oeste a Punta Pariñas, no Peru. Seus limites naturais são: ao norte com o mar do Caribe; a leste, nordeste e sudeste com o oceano Atlântico; e a oeste com o oceano Pacífico.


CABULA


Narandiba

19 BC: Batalhão de Caçadores
Colégio Militar


Forte Santo Antonio Além do Carmo

Convento da Soledade

Mapa da cidade:

Porta de São Bento (norte)

Região da Pituba (1970)

Salvador cresce depois da ditadura no governo de ACM (1967 – 1971)
- Duplicação da Avenida Orla
- Duplicação da Avenida Vasco da Gama
- Fez o hospital Roberto Santos

Maria Quitéria de Jesus (Feira de Santana, 27 de julho de 1792Salvador, 21 de agosto de 1853) foi uma militar brasileira, heroína da Guerra da Independência, é considerada a Joana d'Arc brasileira, é a 'patrono' do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro. Maria Quitéria, pediu-lhe autorização para se alistar, tendo o pedido negado pelo pai, fugiu, dirigindo-se a casa de sua meia-irmã, Teresa Maria, e, com o auxílio desta, cortou os cabelos. Vestindo-se como um homem, dirigiu-se à vila de Cachoeira, onde se alistou sob o nome de Medeiros, no Regimento de Artilharia. Foi incorporada a esta tropa, em virtude de sua facilidade no manejo das armas e de sua reconhecida disciplina militar; por seus atos de bravura em combate, o General Pedro Labatut, enviado por D. Pedro para o comando geral da resistência, conferiu-lhe as honras de 1º Cadete.

Cronologia dos bairros baianos
Sé ou São Salvador (criada em 1552);
Nossa Senhora da Vitória (criada em 1561);
Nossa Senhora da Conceição da Praia (criada em 1623);
Santo Antônio Além do Carmo (criada em 1646);
São Pedro Velho (criada em 1679);
Santana do Sacramento (criada em 1679);
Santíssimo Sacramento da Rua do Passo (criada em 1718);
Nossa Senhora de Brotas (criada em 1718);
Santíssimo Sacramento do Pilar (criada em 1720);
Nossa Senhora da Penha (criada em 1760).
Ilha de Mpe e dos Frades.

Paraíso                                   Paraíso
Vale de lágrimas
Democracia x “ditadura do proletariado
Religião (cristã) x ateísmo
Capitalismo x comunismo
Segurança nacional x socialismo
Empresariado x trabalhadores
EUA X URSS
Justiça x corrupção
Elite x popular
Universitário x analfabeto
- é um jornal  burguês que atende aos interesses do capitalismo.
- o dono do jornal segue uma linha de pensamento, mas não quer dizer que seus colaboradores tenham  o mesmo pensamento, portanto eles podem discordar dele, que por sua vez, “concorda” com a opinião deles para  o jornal.
- grupos que compuseram a Tarde
- partido comunista da Bahia
- selecionar os subeditorias e fazer um levantamento da página 3, e fazer um levantamento de qual partido eles pertenciam.
- privatização:

White
Anglo
Saxão
Puritano (católicos)
LEI X PRÁTICA SOCIAL
Primeira onda: reforma protestante
Segunda onda: os americanos
Terceira onda: teoria da prosperidade
Quarta onda: espiritualismo, xamanismo, sincretismo, política do corpo, holística,...
O castigo de Deus é a causa primeira de todas as coisas.

HABEAS CORPUS: traga o corpo
Macumba: oferenda
FAUSTO, Boris. A Revolução de 1930: história, historiografia, funcionário público.
            A concepção dualista (crítica)
            Estudo de campo
Teorias:
A industrial x rural (senhorial)
B tenentismo x coronelismo
C industrialismo x agro
D classe média x obrigações
E independência americana x imperialismo inglês
F conflitos de serviços

Fenômeno social: hegemônico, emergente e residual.
A cultura tem padrões de sofisticações, não é universal, mas é única, pois pertence especificamente a ela.
Cultura: relação homem / natureza. A cultura brasileira é referente à européia, cada lugar tem o seu padrão adaptado à natureza local:
Exemplo: o vinho verde de Portugal é a terra que determina a sua especificidade.
O senso comum segue uma determinação de quem vive essa regionalidade, vivencia os personagens dos fatos diários.
Método cientifico: é o estudo da observação, é o raciocínio cientifico, o senso comum apurado.
Medicina ocidental: anatomia e fisiologia
Anatomia: formação dos órgãos.
Fisiologia: funcionamento dos órgãos.
CHI: energia estudada pelos orientais (3000 a. C).

Como esta a realidade deste livro em 2011?
- o que mudou?
- quais as diferenças de realidade? ...
- como esta o candomblé na Bahia 81 anos depois da publicação do livro?



DICA DE LEITURA:

Teoria da aceleração do progresso:
Raízes do Brasil: Sergio Buarque de Holanda – capítulo: o homem cordial.

FAUSTO, Boris. A Revolução de 1930: história, historiografia, funcionário público.

CANDOMBLÉ NA BAHIA – 1935

DICA DE FILME:
MAÚA



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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Varig: Diário de uma crise: 1990 – 2006




Diário de bordo de uma crise. Cabin log book: Crisis

Esta postagem tem como função analisar a crise da Varig e o que esse fato gerou como conseqüência para seus trabalhadores e sua representatividade na sociedade brasileira, principalmente a baiana. Esta pesquisa fará uma análise do processo lento e gradual oriundos desde os primórdios da sociedade senhorial até os dias atuais para entender o significado do que esta crise representou. A Varig foi a representatividade de uma classe burguesa e de um processo histórico marcados por um ideário, afinal, na historiografia do sistema capitalista, sua presença se fez presente na ascensão e queda. 


A representatividade da empresa abrangeu o país todo e em particular o estado baiano através da dinâmica capitalista com sua produtividade lucrativa enquanto empresa. Em suma, para entender essa trajetória, é necessário voltar ao passado e compreender as realidades dos séculos XVIII, XIX e XX, assim, será possível localizar aos fatos e eventos que levaram a esse episódio através do “modus operandis” do sistema senhorial colonial e capitalista até seus reflexos nos dias atuais com a “derrocada da Varig”.  

A lógica do sistema capitalista era única e exclusivamente o lucro, a Varig surge nesse contexto como representante inicialmente da elite burguesa, afinal por muito tempo só viajava quem tinha dinheiro, e sua estrutura operacional cresceu sob a égide desse capital; a sociedade baiana dos últimos trezentos anos não foi diferente, muito pelo contrário, os antigos senhores mandatários de tudo aqui na Bahia faziam parte desta dinâmica responsável pela acumulação de riqueza; na sociedade baiana senhorial isso particularmente ocorreu pela presença dos senhores com seu poder absoluto, dono da vida e morte, ou seja, de tudo. A sistemática operante era exclusivamente a de seus interesses, ou seja, tudo o que fosse de seu desagrado, era automaticamente eliminado, essa era a forma dessa sociedade senhorial operar.

O presente projeto foi divido em três partes para melhor compreensão, onde a primeira parte falará da sociedade baiana e senhorial dos séculos XVII, XVIII e XIX e como o poder dos senhores se relacionava com o dia a dia da “população” daquele período, a segunda parte falará sobre o modernismo na Bahia e como esse processo ocorreu frente a figura dos coronéis contemporâneos representado pela figura de Antonio Carlos Magalhães, na terceira e última parte falarei sobre a crise de fato da Varig e o seu desfecho.

Alfredo da Matta
Todas as fontes utilizadas neste projeto fazem parte do ideário marxista, sendo as citadas da autoria de Alfredo da Matta, István Mészáros e Fredric Jameson, afinal, através desses autores farei um diálogo com os assuntos inicialmente abordados, no caso a relação com a crise da Varig. 



Sociedade baiana do século XVII - Para compreender o projeto, é necessário construir os fundamentos do processo da sociedade senhorial e como ela se fazia presente em toda a sociedade baiana, passando depois pela sociedade burguesa, por isso a necessidade de análise das transformações sobre ela mesma, a relação dessa sociedade com a história da Varig tem haver com o efeito causa e conseqüência ao entendimento dessa afirmação, moldes serão “desconstruídos” sob a ótica marxista numa tentativa de esclarecê-los através da subjetividade e de suas representações sociais, ou seja, segundo Marx, tentar explicar o inexplicável. A sociedade senhorial (ordem social senhorial) baiana era baseada na propriedade das condições da existência, no somatório de tudo o que cercava esse grupo dominante, ou seja, “as fronteiras do meu ser, as práticas de minha vida, do meu domino”, isso ocorria por causa do poder de mando baseado no senhor de engenho inicialmente; essa sociedade através da representatividade dele era dona das condições da existência, todos dependiam dele. 


O fato ocorria pela disputa do poder sob a tutela de duas ordens societárias, a capitalista e a senhorial, para a sociedade capitalista era imperioso ser uma sociedade isônoma, assim o sistema facilitaria a expansão do capitalismo, o capital por sua vez tenderia a uniformização, afinal, os capitalistas do mundo todo eram uniformes, parecidos, esse tipo de conceito era fabricado para os dominados, segundo Matta (2000): “O capitalismo que surgia na Bahia era, assim, voltado para urbanização e padronização de hábitos  e consumo. Salvador crescia do mercado de consumo e capitalismo periférico dos centros  produtores  do  Sudeste,  ou de  fora do país, mas  ainda assim,  formava - se uma sociedade de mercado local”.

A sociedade baiana no século XVIII já sentia as influências vindas da Europa e como isso mudaria paulatinamente no Brasil, afinal o ciclo açucareiro estava em plena decadência e iniciava-se o ciclo da mineração; a mudança da capital baiana para a carioca também foi outro estopim que causou maiores “reboliços” associado aos movimentos contra o império, foram tempos onde o poder desses senhores eram testados a todo o momento e mesmo assim sua supremacia continuava implacável, eles, porém, continuavam firmes em suas convicções capitalistas e iriam lutar contra qualquer um que fosse contra sua vontade de riqueza. A Bahia do século XIX mais do que nunca sentia os ares de modernidade e a necessidade de adaptar-se a esses novos tempos, mesmo sob o poder mandatário dos seus senhores, a burguesia entrava em franca ascendência, começando a disputar o lugar com os antigos coronéis. Para Marx (1999): “a sociedade senhorial nunca foi uma só, ele analisou o feudalismo europeu e comparou-as com outras sociedades patrimonialistas tendo como centro as cidades”. Isso não ocorria no feudalismo, essa sociedade feudal foi paulatinamente sendo destronada pela sociedade capitalista tida como mais eficaz do que as outras, em suma, o sistema senhorial não acumulava riqueza, ele enriquecia.  Segundo Jameson (1997) visto como um pensador da contemporaneidade: “a riqueza sempre existiu”, ela “se acumula” através das riquezas da terra”

O sistema seria sempre o sistema capitalista baiano acumulando riqueza através do lucro. Para a Varig existir foi necessário ter uma presença constante nos meios políticos e econômicos, principalmente de capital, seu poder de persuasão tinha de ser igualmente grande frente à política de negociar espaços aéreos, não mais senhorial, mas burguês na Bahia do século XX, o fato é que isso remonta essencialmente para a história da Bahia, desde o surgimento da empresa até a sua derrocada em seis de agosto de dois mil e seis, embora o contexto da nova história fosse construir esses moldes baseados na atualidade, isso não é possível, pois ocorre a incerteza do que se esta argumentando.

O processo de industrialização de Salvador - Este processo ocorreu pelo capitalismo na sociedade baiana e principalmente dentro dela, pelo fato da sociedade senhorial era fechada, tudo era controlado por um poder centralizador, isso foi causa do favorecimento e do surgimento do capital e conseqüentemente sua industrialização pelo comércio puro e simples, sem tocar na sua economia, afinal foi o mercado quem criou essas práticas mercantis. A fabricação por sua vez, apresentaria lucros se no meio desse processo houvesse o conhecimento de saber exatamente do que era utilizado, afinal se esse processo fosse burlado, haveria o desvio do processo original, essa diferença se caracterizaria como o inicio do capitalismo, assim, quem sairia ganhando era o artesão e não o patrão. A renda aconteceria pelo resultado regular de um determinado padrão, o lucro (acumulo primitivo do capital) não aconteceria, ele era produzido a partir da forma que fosse confeccionado.

A modernidade na Bahia - A modernidade na Bahia é uma modernidade alternativa, são ícones de prestígios, vindas graças à sociedade senhorial, com o tempo isso foi se modernizando até chegar ao século XX, quando Seabra tentou conduzir a Bahia no processo de modernismo, fato ocorrido em 1914 e depois com a eclosão da primeira guerra mundial, o poder burguês enfraqueceria e ao final da guerra essa mesma burguesia recuperaria seu poder que ia de encontro a Seabra; quando o ultimo presidente hermista perdeu o poder, o governo carioca não apoiaria mais Seabra e sim Horácio de Matos, que por sua vez atacaria Seabra, pois ele não tinha mais tanto poder de influência, afinal a política café com leite tinha voltado com tudo. A sociedade senhorial vivia dessa desigualdade, ela determinava seus critérios como classe social; para entendê-la é necessário entender sua oposição na sociedade burguesia, isso ocorria por existir varias sociedades, umas diferentes das outras, essa variação não poderia ser hegemônica em todas elas, a fórmula para se dar bem era ter prestigio, ser proprietário das condições existentes, favorecendo as pessoas que queria ajudar quem não queria ser mais ajudado, assim, criar-se-ia uma tendência a si mesmo. 


Essa sociedade não era tão mais forte do que o capitalismo, mas tinha seu poder tão importante quanto; as pessoas nasciam sob essa ordem senhorial. Uma sociedade se imporia sobre a outra não por que ela era a melhor, mas por que ela dava melhores oportunidades do que a concorrente. A sociedade senhorial não foi dicotômica com o capital, na verdade ela convivia com ele, era necessário para esse processo histórico. Como citado anteriormente, os senhores donos de tudo se faziam presentes pela figura dos coronéis de prestígios, afinal essa classe dominante se caracteriza por não tem quem a dominasse, mas sob um conglomerado hegemônico, assim esse domínio seria garantido, quem não entrasse no jogo dessas corporações, seria automaticamente eliminado dessa sociedade, desse “circulo”. O patrão era proprietário das condições, sob a tutela do capitalismo, assim ele seria dono do lucro da situação, esse mesmo senhor, porém, não controla o processo e sim quem era dono desse capital, sem que o senhor percebesse, assim seria criado o lucro, afinal renda não era um ganho capital, a principal estratégia do capitalista era retirar a idéia desse processo. 


Esses senhores eram proprietários dos meios, mas não da produção, por mais que ele detivesse esses meios de produção, ele não controlava o processo, afinal a terra por natureza era rica, consequentemente o lucro era o meio de trabalho sobre esta produção. Outro autor que trabalha a sistemática capitalista foi Mészáros (2007): “o desafio e o fardo do tempo fazem surgir o capital onde não havia nada”. O Brasil foi um exemplo disso, pois ele não nasceu capitalista, embora fosse controlado pelo capitalismo (inglês e holandês), nasceu senhorial próximo ao feudalismo ibérico, com a forma do poder e crença religiosa parecidas, aqui tudo era baseado numa sociedade senhorial urbana, o capitalismo nessa sociedade de mercado só possibilitou esse acumulo de capital. A Bahia teve em seus processos de modernismo algumas fases iniciadas no final do século XIX e desde então o processo de modernidade começou caminhar paulatinamente para que isso acontecesse; até 1912, a Bahia era a mesma Bahia do império, tendo os senhores proprietários a frente das condições da existência, com controle total sobre tudo, não havia lucros, somente conchavos e nada de modernidade. 


Nos processos de modernidade a Bahia passou por cinco fases, sendo que na primeira fase a sociedade se apresentava hegemônica senhorial em todos os redutos, existiam muitos desses locais contra o estado republicano em 1889, essa modernidade recebia uma resistência local, somente na sociedade capitalista havia concordância com o governo central em Salvador, fora da capital, à resistência era maior. A segunda fase de modernismo da república ocorreu por causa da necessidade de expansão do capitalismo (não a riqueza e sim o mercado), através do crescimento mercantil e a modernidade, o mundo se tornaria mais burguês e isso não seria diferente na Bahia, nesse processo houve o acuamento dos senhores e a ascensão da burguesia. Hermes da Fonseca trabalhou o que considerava ir de encontro à sociedade, por isso em 1912, a burguesia brasileira utilizaria JJ Seabra e o transformaria no candidato do governo, ele perdeu a eleição e contestou-a acusando de “roubo”, o governo federal concordaria com sua premissa e tiraria o governador com um golpe, bombardeando a capital baiana. 


Seabra deu duros golpes contra os senhores, assim ele teve o apoio do governo federal e logo em seguida criou o diário oficial do Estado da Bahia, tudo o que estivesse publicado no diário seria legitimado, o que não fosse publicado no diário oficial, não valeria, era considerado ilegal perante a lei, isso passaria a valer para toda a sociedade baiana, afetando cruelmente o mando dos senhores tradicionais, agora não mais tão donos de tudo; o governador foi rígido na sua decisão de seguir fielmente o diário oficial só seria legitimamente governante e político se seu nome estivesse publicado nesse documento, pela primeira vez em 400 de história na Bahia, os senhores teriam que se curvar ao poder central tomada pela centralização da burguesia. A reação a Seabra foi iminente, mas os coronéis interioranos tiveram que obedecê-lo, por fim, Seabra ainda centralizou o poder que antes estava dividido, quem passaria a mandar agora era o “capital”.

A terceira fase ocorreu quando o capitalismo invadiu a Bahia com o governo de Juracy Magalhães, quando Getulio colocou os seus governadores aqui, tirou toda a classe dominante que remontava os primórdios de 1550, os coronéis agora eram expulsos de seus habitat, os coronéis secundários ou de menos poder foram chamados por Getulio para negociar, ou eles ficavam a seu lado ou seriam “eliminados”. A quarta fase iniciou-se com a descoberta de petróleo na Bahia (1939), isso foi desmentido pelo estado paulista, pois São Paulo perderia o poder da economia do país (60%) logo após a notícia foi para 40%, Getulio então criaria a Petrobras para fazer frente ao petróleo multinacional, em seguida foi criada a refinaria Landulfo Alves, com isso Salvador se modernizaria. A partir de 1950, a Bahia se manteve com o que é conhecida hoje, ocorreram sim crescimentos cada vez mais moderno a ponto do cabresto diminui significativamente, mas não desapareceria totalmente.

Os coronéis mandariam menos e a burguesia assumiria o posto de comando da sociedade baiana, foi nessa fase que os elementos senhoriais definharam, a modernidade fez à ética vir à tona, todas as discussões que conhecemos hoje emergiram nesse período. Em 1979 ocorreu a quinta e ultima, onde o PIB baiano passou a ser dominado pela burguesia baiana, fato tido como o inicio do período de hegemonia baiana e a partir de 1980 é a que perdura até hoje, o estado deixa de ser agrário para ser industrial, essa transição ocorre entre 1950 a 1981 e de 1981 até hoje é a dominação da burguesia: “Somente um ideário capaz de manter o status quo das relações tradicionais de poder e, ainda assim,  permitir o avanço do mercado  de consumo brasileiro lograria chance  de apoio de toda  a classe  dominante:  oligarquia  tradicional  e  burguesia  comercial  emergente. Vantagem  para  o  Ecletismo. O pensamento fortemente liberal do culturalismo só poderia encontrar dificuldades no Brasil e na Bahia do século XIX. (Matta, 2000)

Através das primeiras empresas na Bahia, ela começava a deixar (não totalmente) seu passado senhorial e como um todo, no país, tendia a se modernizar, esse fato ocorria claramente na figura das empresas que aqui se estabeleciam para fazer frente ao novo contexto econômico, apesar de apresentar focos de resistências regionais, mas a industrialização e a modernização foram imprescindíveis para que a Bahia aparecesse no ranking como o Estado que despertava para essa modernidade. Esse surgimento foi relevante, pois não conseguira ter sucesso sozinho, por isso à necessidade do Estado ajudar através do intervencionismo e planejamentos que objetivavam o setor da produção de bens capitalistas através da especialização de grandes conglomerados empresariais como, por exemplo, o petróleo.

Essa modernização e integração estavam ocorrendo em todas as áreas produtivas do Estado baiano, isso ocorria para manter um equilíbrio nas finanças e produção com o intuito de iniciar esse projeto indústria, comercial e empresarial na produção de bens produzidos justamente nestes setores para alavancar a economia baiana, sempre com a ajuda do governo federal. Surgem então os setores ou distritos industriais na grande Salvador e nas cidades que faziam cercanias com a capital; para fazer frente à industrialização do Sudeste, a Bahia teve que se aprimorar em setores promissores com um suporte de capital e através das tecnologias que agora eram importantíssimas para tocar o projeto de modernização adiante, isso se fez com a produção de bens intermediários através da refinaria de Mataripe, pois com o petróleo baiano muito se conseguiu, fato disso foi que surgiu o complexo metalúrgico em Candeias e o Cia no inicio da década de 60, os complexos petroquímicos de Camaçari e da metalurgia de cobre. 


O fato é que essas implantações projetaram a Bahia como um centro industrial promissor para fazer frente aos já industrializados Sul e Sudeste, embora esse processo empresarial e industrial tenha ocorrido depois dessas regiões, a Bahia e o Nordeste saíram beneficiados, pois com essas praticas modernas de comércio e indústria, o Estado baiano ajudou na implementação das atividades indústrias na Região Metropolitana de Salvador, construindo parques industriais, o estado cresceu extraordinariamente dos anos 50; com toda modernização e progresso vieram também as mazelas desse novo ramo, a Bahia ficou mais dependente de suas fronteiras por causa dessas políticas desenvolvimentistas associados a um sistema lento e burocrático em aliança com os antigos negócios das elites agro mercantis da região. O papel da Varig nesse contexto a fez operar seus vôos regulares no Nordeste entre 1950 e 1951, na Bahia isso ocorreu em 1952, além de atuar em outros Estados como Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, e, três anos depois os Estados de Ceará, Maranhão e Pará.

O “locus” da Varig na era ACM - As operacionalidades da Varig na Bahia ocorreram praticamente na década de 50, pois esse período pareceu ser a “menina dos olhos de ouro” do país, tudo girava em torno do populismo e nacionalismo, e na Bahia não seria diferente, a empresa aérea operava na capital e nas principais cidades com aeroportos como: o aeroporto Internacional Luis Eduardo Magalhães e os regionais de Vitória da Conquista, Ilhéus/Itabuna, Porto Seguro, Barreiras e Juazeiro, esses são aeroportos importantíssimos para a realidade da economia baiana, pois com toda a estrutura da logística desses locais é que os turistas são redistribuídos para toda as regiões baianas; com os complexos turísticos e de empreendedorismo, ficou evidente a quem os visitasse, os locais eram a Baia de Todos os Santos, Costa do Sauípe, Morro do São Paulo, Chapada Diamantina e outras tantas atrações. 


A história da Bahia sempre esteve ligado ao poder senhorial, na atualidade essa pratica continuou com suas politicagens, fato ocorrido com o carlismo, encabeçado pelo então Antonio Carlos Magalhães, mais conhecido como ACM, esse “coronel” das antigas, mas bem recente, acelerou o crescimento da Bahia praticamente em todos os setores econômicos, ora na indústria, comercio, ora na cultura, economia, como já citado anteriormente ao Pólo Petroquímico de Camaçari, a reurbanização da cidade do Salvador com suas avenidas de vale, ele ainda agilizou o transito da cidade que obedecia a uma topografia complicada, bem como lançou Salvador no mercado turístico, ou seja, o carlismo transcendeu várias décadas e permanece até hoje, não mais com a força de antigamente, mas ainda com representatividade.

Foi necessario dar ênfase a sociedade senhorial e sua sistematica para entender como a Varig operou na Bahia e quais foram as causas e consequencias disso, sendo esse trabalho objetivado a entender historicamente o trajeto da empresa aérea no Brasil e no Estado da Bahia no período de 1952 a 2006, ponto culminante e final da maior empresa aérea do Brasil e América Latina.  O fator inicial é entender o que ela significou para o povo brasileiro e baiano e o que acarretou sua derrocada, a questão em si será investigar como a má administração e os interesses capitalistas escusos se fizeram presentes através de negociatas e entender como mesmo assim ela conseguiu se manter tanto tempo funcionando apesar de tantos problemas financeiras num setor já tão complicado de entender.

A lógica é ainda entender, como outras empresas se beneficiariam com o “buraco” deixado pela Varig, ou seja, como elas aproveitariam a “fatia do bolo que agora não tinham mais dono?”. A postura governamental claramente interessada na quebra da empresa nada fez assim seus “comparsas” nas companhias concorrentes fariam a “festa”, pois, não havia interesse nenhum em relação a empresa se reerguer, fato esse que ocorreu tardamente e não resolveu nada, pelo contrário, a demora do Estado em ajudar não aconteceu e a empresa teve que pedir concordata. Os fatores que levara a Varig a sua crise mais “existencial” foram a falta de transparência em seus negócios e o desrespeito a seus colaboradores que tanto trabalharam para manter uma imagem de sonhos e que agora penavam amargurados em dividas trabalhistas.

Baseados em estudos sob o olhar marxista, é possível compreender como essa gigante da aviação com seu poderio detentor de grande parte dos céus “abaixo do Equador” “perdeu” para esse “mal” invisível enraizado em sua estrutura: a (má) administração e a ganância em retirar o que já não havia mais para ser “sugado” ora do passageiro e posteriormente de seus colaboradores, ora do governo. O foco em questão agora trabalha o sujeito da Varig na Bahia que hoje vive num “limbo” de desinformações e desencontros referentes a respostas por parte da empresa, ela por sua vez ignora-os totalmente. As questões abordadas desmistificam os meandros utilizados para esse desfecho político que a companhia aérea usou para continuar voando em todo o território nacional; assim surgiram movimentos desde seus ex-funcionários com seus grupos organizados, dentre eles os ex comandantes – APVAR e comissários - ACVAR, para que tentassem a chegar a uma solução para o problema, mas percalços era o que não faltava, sabia-se que as concorrentes eram auxiliadas por “debaixo dos panos”, pelo mesmo governo “atolado” em escândalos tanto por parte de sua equipe como aos assuntos referentes a ajuda a empresa e que, no entanto nada fizeram.  

A impressão que se tinha era de que se a empresa “ruísse” a concorrência se beneficiaria e foi o que aconteceu, as “algozes” (Tam, Gol, Ocean Air, Web) se beneficiaram com a situação e aproveitaram as brechas deixadas abertas judicialmente, para o patrão que agora não tinha mais rosto, pois o problema agora era dos desempregados. Essa situação chegou a esse ponto paulatinamente, embora o contexto baiano desse entendimento histórico e econômico nas ultimas décadas traçariam os caminhos da companhia aérea, isso ficou evidente com a intensificação das relações capitalistas no Brasil. Na ultima década do século XIX e a primeira do século XX, deixamos de ser um mero país latino e agora éramos vistos como uma potência em expansão, isso ficou claro no setor aéreo que cresceu e se tornou um dos grandes na aviação nacional e internacional, pois envolvia milhares de trabalhadores, em áreas especificas de logística e um know how com equipamentos e tecnologia de ponta.

A Varig experimentou os dois lados da moeda, inicialmente usou o capitalismo para crescer, mas por má administração, esse mesmo capitalismo a consumiu; enquanto atuante em solo baiano, a Varig sabia da responsabilidade que tinha através de seus trabalhadores bem como o dever de atender os clientes, mas existiam problemas maiores a serem sanados como o treinamento de funcionários, manutenção de aeronaves, reciclagem de pessoas. Este trabalho mostrará através de recortes obtidos do jornal A Tarde a relação do sujeito (trabalhador / passageiro) e o objeto (Varig) contextualizando o desfecho dessa história “trágica”. Enfim, a crise propriamente dita da Varig na Bahia e na aviação brasileira acarretou uma série de elementos factuais ao trabalhador frente ao poder publico e os sindicatos, eram problemas com atrasos, cancelamentos de vôos, demanda maior por vôos sem a perspectiva de aumento de aeronaves, “over booking”, falta de pagamento de salário, falta de pagamento de combustíveis, falta de honra em saldar dividas com credores.

Toda empresa aérea tendia a reproduzir o sonho de o homem voar, mas para isso era necessário o mínimo para que esse vôo acontecesse, não era mais o que estava acontecendo como a Varig, ela inicialmente até conseguiu, transformou o sonho em realidade, com o alemão Otto Ernest Meyer em maio de 1927, quando resolveu que seria hora de por isso em prática e fundou a Viação Aérea Rio Grandense – Varig, a partir disso estava oficialmente formada a primeira companhia aérea do Brasil. A empresa cresceu e acompanhou a evoluções do país e do mundo, nos anos setenta a empresa crescia de tal maneira que chegou a absorver companhias fadadas a desaparecer como a Pan Air e a Cruzeiro do Sul, essas compras recolocaram a maioria dos funcionários no seu corpo funcional trabalhadores de empresas também regionais como a Nordeste e Rio Sul Linhas Aéreas; nesse ínterim foram surgindo timidamente outras empresas que passariam futuramente a serem suas concorrentes, tais como Tam, Vasp, Transbrasil e a mais caçula de todas, a Gol surgida em 2001 e em 2006 compraria a gigante falida. 


Outras crises surgiram posteriormente, nos anos noventa com a abertura política neoliberal do país, mudanças na economia e nas privatizações a situação piorou definitivamente, posteriormente essas crises a consumiriam, afinal era um setor que trabalhava e dependia de passageiros para se manter operante e a abertura do mercado para o capital estrangeiro além da concorrência desleal de tarifas aéreas, a empresa teria que repensar sua maneira de administrar os bens perante o capitalismo que chegava com sede de lucro, logicamente as maiores sairiam perdendo e as menores se beneficiaram com a crise variginiana.

A Varig foi construída em cima do mito da aviação, bastava dizer que ela era brasileira e era o suficiente para ter status fora do Brasil, alguns escritórios seus fora do país funcionavam como embaixadas brasileiras no exterior. A empresa inicialmente era responsável pela formação de seus profissionais, a demanda, porém, causada pelo crescimento da empresa não suportou mais esse tipo de oferta e teve que terceirizar seus serviços de profissionais que iam desde aeronautas, aeroviários, logística e vários setores que estavam saindo do controle para outras empresas, no que diz respeito a economia brasileira isso foi bom, pois gerou mais empregos, mas para a empresa foi um desastre, afinal perderia poder de lucro sobre a formação desse tipo de profissional, até mesmo escolas foram criadas para esse propósito desde o norte ao sul, como a AeroSul de Porto Alegre no caso de comissários e no caso de comandantes a PUC gaúcha responsável pelos pilotos no seu curso de aeronáutica civil.

A importância da aviação e em especial as companhias que operam no país e no nordeste brasileiro são de dimensões colossais, pois os principais Estados como Bahia, Pernambuco, Ceará e São Luis do Maranhão são grandes pólos de turismo, por isso a necessidade de sua infra-estrutura ser atualizada e modernizada para atender a demanda desses serviços; a Bahia representa para o Nordeste o que Brasília representa para o Cento Oeste e a região Norte, são pontes para as conexões da maioria dos vôos para os recantos de nosso país continental, a antiga Varig havia criado duas companhias regionais para “dar conta do recado”, eram as empresas aéreas Rio Sul e Nordeste para atenderiam as cidades menores, mas não menos importantes do que as capitais, enquanto a Nordeste direcionava sua malha de vôos para importantes cidades do interior desses estados, a Rio Sul operava a região Sudeste e Sul. A história da aviação foi construída por trabalhadores que deram seu sangue por essa empresa, mas isso custou caro para eles, hoje são pessoas amarguradas por não receberem seus direitos trabalhistas, estão com processos na justiça, ou seja, foi um sacrifício em vão e poucos aproveitaram isso claramente, remontando-nos a sociedade senhorial dona dos meios de produção, mas com uma diferença, essa sociedade hoje esta infinitamente mais forte, a lei baiana como em todo o país é demorada e se arrasta por anos para resolver esse tipo de impasse, para os trabalhadores é o pior pesadelo, pois não recebem e estão desempregados.

O marco final da crise da Varig foi o 11 de setembro de 2001 quando todas as companhias aéreas do mundo foram afetadas indiretamente com o atentado as torres gêmeas do World Trade Center, as apólices de seguros das aeronaves aumentaram dez vezes mais o seu valor, muitas companhias não tiveram mais condições de pagá-lo e por isso “quebraram”, além do aumento do combustível que com a crise piorou significativamente, a maioria dessas empresas já operavam no vermelho, o ataque as torres só potencializou o que já estava ruim, a Varig usou seu plano de previdência privada dos trabalhadores o AERUS para uma possível solução emergencial em curto prazo como saída para diminuir os custos da divida com a União, não deu certo e o dinheiro investido foi perdido. Desde então a Varig passo a entrar em “rota de colisão” com seus credores e corria o risco de ficar em solo baiano, pois já não tinha mais prestigio e principalmente crédito na praça.

A Infraero - baiana responsável por controlar todos os vôos na Bahia ameaçava impedir pousos e decolagens sob a negação de pagamento de tributos e combustíveis, a Petrobrás começou a exigir o pagamento a vista para abastecer os aviões, as outras companhias de aviação tinham prazos bem maiores para saldar essas contas; o governo baiano estimava que se a empresa quebrasse “isso não seria tão dramática para o consumidor”, haveria problemas de vôos durante 30 ou 40 dias, mas o mercado poderia absorver as rotas nacionais. Esse pensamento era claro em relação ao capitalismo que desejava a “quebra” da empresa para que os parasitas ao redor começassem a agir, primeiro era necessário o “corpo esfriar” para requerer a herança; com os atrasos cada vez maiores na malha aérea baiana, o numero de passageiros afetados aumentava significativamente, pois a Varig detinha quase que o monopólio da aviação no estado tanto para o Brasil como para os países estrangeiros.

Entendendo a crise - A mídia, no caso o jornal A Tarde, teve seu papel no que diz respeito a crise da Varig no sentido de não ter sido clara em relação a todos os fatos ocorridos, publicou centenas de reportagens, algumas percebia-se fatos “não condizentes” a realidade da empresa e outras  percebia-se certa omissão na crise da Varig que serviu para mostrar o quanto o Brasil precisava melhorar as suas instituições para se tornarem mais confiáveis e capazes de colocar os interesses da sociedade acima dos privados. A Justiça, governo e imprensa deram demonstrações de incompetência e despreparo ao lidar com grupos organizados e articulados para obter vantagens através da manipulação de informações, o fraco desempenho da Justiça e do governo baiano em relação a Varig merecia uma análise mais profunda, infelizmente não foi o que aconteceu e os resultados todos já sabem.

O jornal A Tarde, como toda a imprensa nacional com raras exceções, nomeou a empresa NV Participações, que usa o nome fantasia de "Trabalhadores do Grupo Varig" (TGV), como "um grupo que representaria os trabalhadores da Varig". Esse foi um dos maiores exemplos de amadorismo da imprensa baiana que acreditava ao editar serem quem realmente diziam ser. Esse grupo era uma fachada, era a mesma coisa, se diziam representantes dos trabalhadores da Varig, o jornal A Tarde sabia disso, mas nada fez para apurar essas informações. Esse grupo NV Participações surgiu em 2001, quando numa das crises da Varig, um grupo de ex-funcionários formados por pilotos demitidos articularam a tomada do controle da associação dos pilotos, comissários e mecânicos da Varig, essa decisão foi feita através de consultorias e não nas associações de trabalhadores que elas controlam já há alguns anos.

O processo de decisão reunia consultores e advogados pagos por consultorias e não pelas associações de trabalhadores, o grupo se aproveitaria das brechas do estatuto do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) e convocaria uma assembléia de trabalhadores para eleger um comitê que representaria os funcionários da Varig no processo de recuperação judicial da empresa. A assembléia, que não chegou a ser realizada, teve seus "resultados" publicados em edital no Diário Oficial um dia antes da data marcada para a realização do encontro, evidenciando claramente a fraude, o jornal A Tarde sabia disso, mas nada fez. A respeito das evidências de manipulação, a Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro negou ao SNA liminar na qual a entidade questionava a validade da assembléia que nunca foi realizada. 


Conforme denunciado a TGV havia se comprometido em conseguir recursos para a Varig mediante a cobrança de porcentagens, ou seja, suas consultorias nunca tiveram objetivo recuperar a Varig, sua principal motivação era ganhar comissões sobre recursos apresentados a empresa. Apesar de todas as evidências fraudulentas que não visavam a recuperação da empresa, e sim lucrar com esse infortúnio, a TGV continuava defendendo a transformação do fundo de pensão dos trabalhadores da Varig, o Aerus, que tinha em caixa cerca de 2 bilhões de reais, com a autorização da justiça para o uso desse fundo para tentar sanar parte da divida, a TGV lucrou R$ 200 milhões de reais às custas das complementações de aposentadorias de milhares de trabalhadores. Essas informações foram públicas, mas não foram debatidas pela imprensa nacional e baiana em momento algum durante a crise da Varig.

No leilão de venda da empresa, a única proposta feita pela Varig partiu do TGV, nesse momento o festival de desinformação da imprensa levou a sérias distorções acerca das notícias que eram veiculadas, distorções estas que os operadores da Bolsa de Valores de São Paulo não engoliram: assim que a Bovespa tomou conhecimento de que a única proposta era a do TGV, a cotação das ações da Varig despencou 60% em um único dia, chegou-se a dizer que se tratava de um "preconceito contra os trabalhadores da Varig", uma afirmação que claramente menospreza a inteligência de quem operava na bolsa de valores. Como os investidores liam a as noticias, já sabiam que os grupos que se articulavam à sombra da TGV eram consultorias que estavam manobrando para obter comissões com a venda da empresa, uma informação que tornava evidente para qualquer pessoa culta que a tal oferta não era séria, não seria honrada, por isso a revolta dos investidores em relação a desvalorização das ações da Varig.

O fato era de que os investidores foram mais cautelosos do que os jornalistas que se diziam jornalistas e que cobriram o caso, era do conhecimento deles fatos que os jornalistas nunca se deram ao trabalho de verificar, o que poderiam ter feito lendo apenas os jornais. O juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que se auto intitulava "anjo da guarda da Varig", revelou-se na verdade o "anjo da morte" da empresa ao aceitar a oferta da empresa NV Participações, isso porque ele sabia há muito tempo quais eram as reais motivações desse grupo, através de repetidas denúncias feitas diretamente a ele pelos sindicatos que reuniam a categoria dos aeronautas e aeroviários. No entanto, revelando-se despreparado aceitou a proposta condicionando sua aprovação ao depósito dos 75 milhões de dólares que a Varig necessitava de capital de giro, tanto ele como a TGV, não pretendim fazer o depósito porque o interesse dessa empresa era apenas um: o de saquear a Varig. O Jornal A Tarde tinha posse dessas informações, mas preferia publicar em suas matérias de capa sempre noticias com as freqüentes crises da Varig, posteriormente seguiu-se um festival de hipocrisia que qualquer jornalista com um mínimo de competência teria descoberto, o SNI publicou repetidas denúncias contra o TGV e, inexplicavelmente, tiveram seus boletins e seu site na internet censurados pela Justiça Trabalhista do Rio de Janeiro, a mesma que validou uma assembléia de trabalhadores que não existiu.

O TGV correu ao BNDES para pedir um empréstimo para poder viabilizar sua oferta, a comissão era clara, se a Varig fechasse de imediato se iniciaria um leilão entre os “ilustres desconhecidos investidores" para conseguir recursos a fim de fazer o depósito do valor necessário à concretização do negócio. Qual era o objetivo dessa “negociata toda”? Dias antes do final do prazo estabelecido pelo juiz, o Sr. Márcio Marsilac (um representante do TGV), chegou a dizer que talvez não conseguisse os recursos necessários até o prazo final, mas que "um empréstimo do BNDES resolveria a questão", estava claro a situação de que somente um empréstimo junto ao BNDS de 75 milhões de dólares resolveria a questão, rendendo as consultorias da TGV uma comissão de 7,5 milhões de dólares. À salvação da Varig não interessava a ninguém com “vergonha na cara”, à exceção de um grupo de trabalhadores abnegados, preocupados sem ninguém mais a recorrer. Nenhum jornal havia denunciado a censura sofrida pelo site do sindicato dos trabalhadores, nem se quer foi questionado por que um grupo que afirmava ter os recursos necessários à viabilização de sua proposta estava recorrendo ao BNDES para obter empréstimos, pior ainda, nenhum jornal questionou o juiz Ayoub para o fato de que o TGV estava promovendo um leilão paralelo, num flagrante claro de desrespeito à Justiça que imaginava ter resolvido o problema ao qualificar a oferta da TGV como a ideal.

Após o prazo do depósito, aconteceu o que qualquer “ignorante” sabia que iria ocorrer, a TGV desapareceu, fez vir a tona o seu plano fraudulento, o grupo havia articulado uma proposta falsa de compra da Varig, oferecendo recursos que não tinham, nem sequer investigados pela lesa Justiça, que deveria acionar os órgãos responsáveis pelos enormes prejuízos que causaram à Varig, fazendo uma oferta de compra que não podiam honrar, ocorreu o crime de falsidade ideológica.

Passado o fracasso do leilão, a VarigLog formalizou uma proposta pela Varig, os jornais esqueceram a TGV, que desapareceu de cena em meio a esse turbilhão de “maracutaias”, sem falar nos prejuízos que esse grupo causou à Varig e aos trabalhadores da empresa considerados incalculáveis, mais uma vez esse tipo de comportamento  nos remete as armações que as sociedades senhoriais arquitetavam e saiam impunes de suas arbitragens. Como fazer justiça então, já que não estamos mais no século XIX? A mesma justiça que viu tudo isso acontecer e nada Fe, ela se mostrou despreparada juntamente com a imprensa e o governo federal no enfrentamento de grupos bem mais assessoradas por advogados e consultores que criaram as condições perfeitas para a fabricação de uma monumental fraude envolvendo a Varig e os enormes recursos que a empresa tinha para receber e que acabaram nas mãos de pessoas que tinham interesse vende-la.

A Varig nunca foi uma empresa falida, muito pelo contrário, era uma mina de ouro, pois tinha créditos a receber do governo federal e de vários governos estaduais, totalizando um total de 6 bilhões de reais a serem pagos para sanar as dívidas, mantendo assim a empresa em dia com suas obrigações e deveres, preservaria ainda os empregos e daria opções aos passageiros que no final das contas acabaram pagando caro pela concentração de mercado que o fim da Varig acarretou; o AERUS, (fundo de pensão dos trabalhadores da empresa) como citado anteriormente foi utilizado em "investimento na Varig", sacrificando a aposentadoria de milhares de aposentados. Analisando as fatos, a solução para a crise da Varig pela arte da política seria até possível, mas por causa do neoliberalismo dogmático e utópico, isso não ocorreu por falta de transparência, gerando mais crises nos momentos finais da empresa, havia saída para a crise sim, poderiam esperar a empresa falir ou outra empresa a compraria por inteiro ou em partes com financiamento público e por fim o governo exerceria seus direitos de intervenção como o grande credor de uma empresa incapaz de honrar suas dívidas, saneando-a e vendo-a.

Para os burocratas, a solução significaria um grande prejuízo para a nação, porém, o neoliberalismo, como qualquer ideologia pura, estaria muito distante da realidade, assim a política levou a grandes erros que se repetiam inúmeras vezes, quando não havia mais solução para a Varig, admitiu-se sua falência, considerado um grande erro político, visto que era ano de eleição, mas isso não bastava, faltava compreender sua extinção como prejuízo para o povo baiano. Com a saída da Varig do mercado, iniciou-se um verdadeiro “roudez vouz”, tanto a concorrência quanto os capitalistas se “refestelarem”, ao ver aquela fatia do mercado livre para operarem a seu “bel prazer” respaldados pela lei dos empresários oportunistas satisfeitos por comprar esses “espólios” a preços baixíssimos. Outra problema foi a FRB (Fundação Rubens Berta) que ainda comandava, além de receber manutenção de poder e renda pelo maior tempo possível; mesmo com dificuldades de melhorar a gestão, seus funcionários permaneciam aflitos, mantendo seu trabalho enquanto outros procuravam emprego em empresas rivais, ou até mesmo nas “inimigas”.

O governo ficou satisfeito por não precisar mais pagar as dívidas da Varig e, portanto, não assumir as conseqüências de uma redução de outros gastos, a solução encontrada pelo governo foi de esperar a empresa “definhar”, “empurrado com a barriga” até a sua quebra, assim ficariam livres do ônus que devia a empresa, não precisaria mais honrá-las; o país só perdeu e a Varig deixou de existir, existido apenas em nossa memória, agora tudo era passando. A Varig na verdade (infelizmente) provou o seu próprio veneno, vivenciou os dois extremos, passando de uma elite senhorial para um proletariado desvalido de qualquer condição de sobreviver, pois tinha atingido o máximo de tudo o que não deveria fazer e persistiu no erro ainda mais; nos períodos de “bonanza” ela havia se tornado um verdadeiro “cabide de empregos”, com seus balanços no final sempre operando no vermelho, acumulando dívidas e piorou ainda com a refração em todo o setor aéreo depois dos atentados, as tentativas através de fusões, leilões e acordos mal sucedidos foram um desastre, e em nove de abril de 2007 a empresa foi comprada por outra companhia aérea brasileira, a Gol Transportes Aéreos. 

A companhia deveria saber gestar melhor sua administração prestando atenção a realidade a sua volta através de sinais que se tornavam claros e eram evidentes a qualquer um, como por exemplo, a rivalidade da concorrência       após os ataques terroristas em 2001, pois o setor aéreo se retrairia, sendo necessário repensar as estratégias em relação as alternativas aos negócios sustentáveis, mas como a Varig era mal administrada, perdera  mercado para a concorrência que agora liderava o mercado antes varigniano. Outro ponto que pesou desfavorável a balança da Varig foi a grande quantidade de aviões que se utilizava para voar, enquanto a TAM possuía quatro tipos de aeronaves em sua frota, a Varig possuía sete, aumentando o custo de manutenção, logística e treinamento de tripulação.

Enquanto a concorrência trabalhava para manter a qualidade, reduzindo custos e aumentando a produtividade, a FRB nada fazia em mudar o desastre que era a sua gestão, em não reduzir custos. Ela utilizava em média o triplo de funcionários por avião, além dos constantes atrasos de salários e encargos trabalhistas. Outro detalhe que chamou a atenção pela desorganização da Varig foi o poder de barganha frente aos credores e com isso perdeu a credibilidade com seus fornecedores que faziam duras imposições, devido à falta de credibilidade, má administração e falta de pagamento as dividas assumidas a ponto dos fornecedores só venderem combustível se o pagamento fosse efetuado à vista. Havia também os vôos cancelados por falta de combustível bem como a apreensão de aviões por falta de pagamento de leasing, não raro, foi obrigada a devolver aviões ao fabricante por não honrar os compromissos.

A arrogância da Varig era tamanho que ela não percebia a entrada de companhias menores como a Gol, criada em 2001 graças a uma administração moderna, baseada no modelo de baixa tarifa, baixo custo, além de ela operar inicialmente com apenas dois tipos de aeronaves, implicando em menores custos na manutenção, logística e treinamento, sendo modelos modernos, maiores e mais econômicos. 


A Varig como sempre soberba, não imaginava que uma iniciante se tornanse uma ameaça devido às baixas tarifas praticadas. A imagem negativa criada pela Varig nos noticiários também tiveram sua influencia por causa de seus atrasos, cancelamentos de vôos e demais problemas que afetaram diretamente quem utilizasse seus serviços, ou seja, ela estava passando por uma “crise de imagem e identidade” em permanecer ativa, mas isso não era mais possível, afinal ela já estava perdendo clientes e vista como desacreditada pela qualidade de seus serviços.

Procurei mostrar neste trabalho como as relações ditam o sistema, a economia, cultura e religião, e acima de tudo, seremos sempre objetos nessa relação de desejo e poder; embora a sociedade senhorial tenha deixado até hoje o “ranço” de sua funcionabilidade, a Varig nada aprendeu bem como a imprensa que nada fez para no mínimo tentar amenizar a “nefasta” crise para os trabalhadores que acabaram sofrendo na pele o desleixo e a ineficiência de uma justiça falha e retardatária. Embora tenha utilizado o método investigativo para comparar os assuntos abordados, cheguei a conclusão de que sermos sempre vitimas dessa sistema avassalador e “insensível”, pois ele destrói qualquer alternativa de reparo a perdas sofridas pela classe oprimida e quando o sistema funciona, sempre é tarde demais.

Concluí que somos o reflexo de nossos antepassados, fomos “forjados” como base no lucro do mandonismo, isso caracteriza uma sociedade deveras atrasada e quando o modernismo chega, ela não esta preparada para tal, o mesmo ocorreu com o progresso de nossa sociedade e o mesmo se repetiu com a Varig, pois o lucro veio rapidamente e em vez de ser precaver para o futuro, nada fez, apenas gozou dos “louros da fama” e depois amargou arduamente a sua queda. Para entender essa crise, procurei entender como funcionava a sociedade senhorial colonial e através dessa dinâmica pude entender como os fatos aconteceram, se iniciármos um projeto mal desde o inicio, saberemos qual será seu desfecho e com uma sociedade exclusivamente capitalista e autoritária não teríamos um final inesperado e sim previsto e alertado sobre os erros contínuos praticados ininterruptamente.
No caso da Varig, pude concluir que a rivalidade entre concorrentes, poder de barganha dos fornecedores e ameaça de novos entrantes foram os fatores que levaram a sua derrocada, ficando claro que a empresa já era má administrada há tempos. Tendo como principal agravante o acúmulo de dívidas evidenciados pelas crises que o mercado da aviação sofreu a refração dos ataques terroristas. Então, as empresas do setor aéreo tiveram que se adequar às dificuldades e buscar uma forma eficiente e eficaz de administrar seus negócios, galgando alternativas e redução de custos, sem por em xeque a qualidade de seus serviços. Neste momento, a incompetência administrativa da Varig ficou à amostra e a concorrência juntamente com os novos entrantes se destacou a ponto de, uma empresa criada em 2001, considerada uma nova entrante na época, vir adquirir a Varig em abril daquele ano.
Muitas perguntas permanecem no ar, o que aconteceu com a mesa gestora da Varig? Como a FRB administrada por um Conselho Curador de sete membros eleitos por um Colégio Deliberante de 220 funcionários representariam a totalidade dos empregados? Quando se olha para o que foi a Varig e a que ela se reduziu, verifica-se a evidência da falta de princípios básicos de governança corporativa transparente; ainda que se encontrasse uma solução para Varig, a maioria de sues empregados já não existirão mais, ela poderá seguir existindo à frente de outra organização que se espera no mínimo ser forte e rentável e que enfoque os princípios de governança corporativa e de sustentabilidade sob um olhar mais moderno, visando, antes de tudo, a existência da companhia e organização para melhoria da nossa sociedade.
Como vitima dessa politicagem ocorrida na Varig, tenho cada vez menos esperança em ideais tão defendidos como Justiça, Igualdade e Respeito, tendo ainda a impressão de que nossa sociedade está corrompida até sua origem, restando-nos apenas o consolo de caminhármos por trilhas feitas somente por nós, pois quando mais se precisa do Estado, ele “quase” nunca parece e quando o faz, é tarde demais, isto posto, quando ele não ajuda, atrapalha com sua lentidão. Neste projeto procurei mostrar como os fatos podem ser fácil ou difíceis, cabendo a quem os conduz contribuir com a supremacia da verdade e baseado nesta, espero que ele ajude a outros projetos parecidos no sentido de entender a forma como os fatos ocorrem até mesmo numa tentativa de compreender a realidade do período e o seu subseqüente resultado a quem for pesquisá-lo anos depois.
Enfim, agradeço e dedico este trabalho aos milhares de colegas e vítimas da Varig e desejo embora tarde do que nunca, que a justiça deste país faça o mínimo aos trabalhadores da empresa e estes recebam seus direitos trabalhistas, agradeço ainda os funcionários da biblioteca dos Barris que atenciosamente me ajudaram nas matérias de capa dos jornais para produzir este trabalho, o meu sincero obrigado.


"Somos grandes porque voamos com os grandes"
Referências
JAMESON, Fredric 1996. “Cinco Teses sobre o Marxismo na atualidade”. Em: Revisão Mensal, 1996. Pp: 1-11.
MÉSZÁROS, István. Para além do capital. São Paulo, Boitempo, 2002.
MATTA, Alfredo Eurico Rodriguez. A educação e a ascensão da burguesia na Bahia. Revista da FAEEBA – Educação e contemporaneidade, Salvador, v.14, n. 24, p. 113 – 123, jul./ dez., 2005.
MARX, Karl. e ENGELS, F. A ideologia Alemã. São Paulo: Hucitec, 1999.
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